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O
Telecentro de Informação e Negócios (TIN) é o
primeiro
do Terceiro Setor da Região Metropolitana da Baixada
Santista credenciado pelo MDIC – Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O TIN
é um ambiente que
promove a inclusão digital das microempresas e empresas de
pequeno porte e a realização de negócios pela internet,
contribuindo para aumentar sua competitividade. Estimula
ainda o empreededorismo, o associativismo, a atuação em rede
e o comércio eletrônico com o objetivo de gerar novas
oportunidades de negócio, emprego e renda, visando ao
desenvolvimento sustentável das comunidades.
O conceito
de inclusão digital proposto por um TIN envolve quatro
aspectos básicos e complementares, a saber:
1.
Acesso à informática, principalmente à internet, para que
todos possam
se beneficiar das facilidades e da grande
quantidade de informações e de serviços disponíveis.
2.
Capacitação que permita aos usuários um uso autônomo da
informática e da internet, ou seja, depois de aprenderem a
usar o computador, a navegar na internet e a usar os
serviços de seu interesse, serão capazes de aplicar esses
novos conhecimentos para mudar a sua realidade social e
econômica.
3.
Disponibilidade de conteúdos voltados para o
empreendedorismo, novas oportunidades de negócio, emprego e
renda e outros que atendam às Microempresas – MEs e Empresas
de Pequeno Porte – EPPs.
4.
Inserção das tecnologias no dia-a-dia das MEs e EPPs, de
modo que seja possível aprimorar seus processos de produção,
de serviços e de gestão.
O que um Telecentro
pode fazer por nossa comunidade?
Para a
comunidade, um TIN pode significar:
Emprego e empreendimentos locais:
um TIN abre oportunidades de emprego e geração de renda para
sua comunidade:
i) ao
valorizar e dar visibilidade aos Arranjos Produtivos Locais;
ii) ao
identificar oportunidades de negócios pouco ou ainda não
exploradas;
iii) e
ao estimular o empreendedorismo dos empresários e das
pessoas que ainda não estão insertas no mercado de trabalho.
Veja
alguns exemplos práticos da atuação do telecentro que podem
ajudar a gerar mais emprego, mais renda e mais
empreendimentos:
1. Criação
de uma página web para as empresas e negócios
estabelecidos na comunidade, ajudando a divulgar sua marca,
seu produto e seu negócio.
2. Contato
e aproximação de diversos empresários de um mesmo segmento
ou ramo de atividades, por meio do correio eletrônico, dos
fóruns de discussão, dos chats, dos sítios de
comunidades virtuais (blogs, orkut etc.) e das
videoconferências, ajudando-os e incentivando-os a criarem
uma cooperativa ou associação.
3. Busca
de financiamentos e créditos, sobretudo o microcrédito, a
serem negociados e contratados pelas empresas e
empreendedores por meio da internet.
4.
Cadastro e divulgação na internet e no telecentro de
oportunidades de emprego, ofertas de trabalhos e serviços, e
de currículos de profissionais da comunidade.
5. Busca
na internet e disponibilização de aplicativos e software
que ajudam as empresas a fazer a folha de pagamento, a
calcular os impostos, a gerar as guias de recolhimento, a
fazer o controle de estoque, a montar o fluxo de caixa, a
cadastrar os clientes e as vendas realizadas, e tantas
outras tarefas administrativas que podem ser automatizadas.
Informação e conhecimento:
por meio da internet, de eventos e cursos, um TIN oferece
acesso a novas e diversificadas fontes de informação e de
conhecimento; fortalece o intercâmbio de experiências;
facilita a colaboração com outros telecentros e grupos,
incluindo as microempresas e as empresas de pequeno porte na
rede mundial de comércio e serviços. Confira a seguir alguns
exemplos práticos da atuação do telecentro que ajudam as
pessoas e as empresas, a saber, das coisas e a ter mais
informação sobre o que está acontecendo:
a) Acesso
pela internet aos jornais, às revistas e aos classificados
de todo o Brasil e do exterior para leitura das notícias,
dos anúncios e das matérias publicadas.
b) Acesso
pela internet às bibliotecas, escolas, universidades e à
rede Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae) para consulta a livros, participação em
cursos à distância e melhoria da educação e dos
conhecimentos profissionais.
c)
Acompanhamento pela internet das cotações de produtos e de
serviços, bem como de preços de produtos agrícolas (milho,
feijão, soja, laranja, boi, leite etc.), dos serviços de
frete e de armazenagem, ajudando a decidir a hora de colher
e vender a produção e o que plantar na próxima safra.
d) Uso do
telecentro para informar e consultar sobre vagas de trabalho
e ofertas de serviços disponíveis nas empresas e nos
negócios instalados próximos ao telecentro.
e) Uso do
telecentro para informar e consultar anúncios de compra e
venda de produtos e de mercadorias ofertadas por moradores,
empresas e pelos negócios instalados próximos ao telecentro.
Acesso
a serviços e à realização de negócios pela internet:
um TIN é uma porta de acesso, dentre outros, a:
i) comércio
eletrônico (comércio feito pelo computador e pela internet);
ii) serviços
bancários (acesso aos banco pela internet);
iii) serviços
de governo eletrônico (federal, estadual e municipal);
iv) formação
de associações e de cooperativas de empresas e
empreendedores;
v) microcrédito;
vi) outros
telecentros, redes de telecentros e empresas no Brasil e no
mundo. O telecentro tem uma dura missão: mudar a cabeça das
pessoas que normalmente pensam que o computador é difícil de
usar e ajuda muito pouco na melhoria do seu trabalho, do seu
negócio ou da sua vida.
Certamente
será fácil convencer os jovens a usarem o telecentro para
conhecer pessoas, fazer amizades e até namorar pela
internet. Mas a missão de um Telecentro de Informação e
Negócios é ajudar a sua comunidade a ganhar dinheiro e, para
isso, não basta dar cursos sobre computadores e deixar os
computadores à disposição de todos para usarem livremente. É
preciso ir, além disso, é preciso mostrar os sítios
eletrônicos (sites), nos quais se pode comprar e
vender coisas para outras cidades, outros estados e até para
outros países sem sair do próprio telecentro. Da mesma
forma, o telecentro mostra que é fácil conseguir um
microcrédito ou um benefício ou um documento do governo pelo
computador por meio da Internet, sem a necessidade de se
gastar tempo e dinheiro indo à capital ou ao centro da
cidade.
Educação continuada:
nas grandes empresas, a educação de seus funcionários,
empregados, diretores, fornecedores e algumas vezes de seus
clientes e da comunidade na qual a empresa está instalada é
uma prioridade.
As grandes
empresas sabem que para continuarem ganhando dinheiro não
importa muito o seu tamanho, e sim a capacidade dessas
pessoas que trabalham na empresa. Por isso, incentivam a
todos continuarem estudando e aprendendo novas informações
sobre comércio, sobre gestão, sobre tecnologia.
Além de
incentivarem todos a estudarem nas escolas, colégios,
faculdades e universidades do governo ou de particulares,
algumas grandes empresas chegam mesmo a montar escolas
dentro da própria empresa, e chamam isso de educação
corporativa. Eles sabem que a educação contínua, isto é, o
estudo constante é uma exigência dos novos tempos e é a
melhor estratégica para garantir a qualidade e o sucesso de
seus negócios. Para as microempresas e empresas de pequeno
porte é o TIN que cumpre esse papel de oferecer informação e
oportunidades de aprendizado e educação para melhorar os
processos de gestão e a competitividade das MEs e EPPs e
para ampliar a capacidade de negociação, de compra e venda
de produtos e serviços oferecidos pelas empresas locais.
Organização e fortalecimento da auto-estima
da comunidade:
ao valorizar e dar visibilidade às empresas locais,
incentivando o cooperativismo e a participação, um TIN
torna-se um espaço de encontro, de intercâmbio, de
mobilização, de educação e de crescimento pessoal e
coletivo, influindo na qualidade de vida da comunidade.
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ao início.
Objetivos do Telecentro de Informação e Negócios
–
Capacitar empreendedores, empresários e trabalhadores a
explorar as novas tecnologias da informação e da comunicação
e fazer uso da internet.
–
Estimular a geração e alavancagem de novos empreendimentos
por meio da inclusão digital.
– Promover
eventos e cursos que ofereçam oportunidade de educação
continuada para empresários e agentes que atuam nas
microempresas e empresas de pequeno porte.
–
Possibilitar o aumento da competitividade e da geração de
emprego e renda.
–
Estimular a realização de atividades de compra, venda e
publicidade por meio do comércio eletrônico.
–
Facilitar o acesso a informações de interesse das
microempresas e empresas de pequeno porte.
–
Facilitar o acesso aos serviços públicos disponibilizados
por meio eletrônico.
–
Incentivar as ações de cooperativismo entre empresas,
notadamente aquelas inseridas em Arranjos Produtivos Locais
– APLs.
–
Contribuir para a inclusão digital da comunidade ligada a
empresas da área de abrangência dos telecentros.
–
Facilitar as relações das microempresas e das empresas de
pequeno porte com empresas, universidades e entidades de
pesquisa e desenvolvimento.
–
Contribuir para o fortalecimento da economia da informação e
do conhecimento, com empresas competitivas inseridas no
mercado globalizado”.
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* Texto extraído do Manual do Gestor de
Telecentros de Informação e Negócios do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
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